São Paulo, 26 de abril de 2005 – Sete empresas do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) estão em exposição na 23ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Energia e Automação (Fiee) e III EletronicAmericas, que acontecem entre os dias 25 e 29 de abril, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. São quatro empresas residentes – AdTS, CNZ, Ebcom e Electrocell – uma incubada de software – Energia On-line -, uma graduada – Globalmag – e uma associada – A&C Gás/Mairi Eletro Eletrônica. A área cedida pela Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica (Abinee) ao Cietec está localizada no Pavilhão Incubadora e Instituições de Pesquisa e as sete empresas serão divididas em cinco estandes de 9 m² cada.
A Fiee e a EletronicAmericas são os mais importantes eventos do setor eletro-eletrônico na América Latina, reúnem mais de 1 mil empresas expositoras, de 30 países, e devem registrar crescimento de 20% da área ocupada no pavilhão em relação ao ano passado. O objetivo é incrementar as exportações de produtos eletro-eletrônicos nacionais e o público esperado para comparecer ao evento é de 50 mil compradores de diferentes partes do mundo.
Versão compacta da célula a combustível
A Electrocell foi a empresa que colocou em atividade a primeira célula a combustível de 50kW do Brasil, com tecnologia 100% nacional e considerada a maior da América Latina. Incubada no Cietec, a organização é especializada no desenvolvimento de sistemas e periféricos associados à tecnologia da célula a combustível, um gerador diferenciado que converte energia química diretamente em energia elétrica, graças à alimentação constante de um combustível (o hidrogênio reage com o oxigênio e libera energia e água).
Durante a Fiee, uma mini-célula de 10 cm de comprimento, por 12 cm de largura e de altura e 300 W de potência ficará exposta aos visitantes no estande da Electrocell. Kits didáticos de células a combustível e de demonstração também serão apresentados. “O objetivo é familiarizar o público ao combustível do futuro”, afirma Gerhard Ett, diretor da empresa incubada. Além disso, cargas dinâmicas para célula a combustível e para bateria e controladores de temperatura estarão disponíveis.
Antena para TV Digital
A primeira antena brasileira de recepção doméstica em UHF, própria para receber os futuros sinais de TV digital, está em exposição durante a Fiee. Já comercializadas no mercado, além dos sinais de TV digital, essas antenas também recebem os de TV analógica. A empresa incubada Ebcom foi quem desenvolveu o processo industrial dessa tecnologia no Brasil e apresenta ao público cinco dessas antenas, uma de cada cor, além de um enlace completo de microondas com duas parábolas interligadas.
A Ebcom é uma empresa formada por profissionais com experiência em implantação de sistemas de áudio e vídeo, comunicação de dados para empresas de telecomunicações, estações de rádio, televisão e escolas. “Nossos projetos são integrados sem perder a visão de futuro”, destaca o diretor da empresa, Eduardo Bicudo. “Nossa experiência nos permite atender nossos clientes de acordo com sua real necessidade, fornecendo um trabalho com qualidade”.
Segurança contra vazamento em veículos a gás
A A&C Gás/Mairi Eletro Eletrônica Ltda, empresa que desenvolve sistemas inteligentes de segurança eletrônica e proteção contra vazamento de gás, apresenta dois novos produtos durante a Fiee: uma solução contra vazamento veicular de gás e um equipamento portátil para inspeção de áreas técnicas. O objetivo da empresa associada ao Cietec é atrair investidores para produzir em larga escala o sistema de segurança contra vazamento veicular e comercializar no mercado nacional e, principalmente, no exterior. “Nossa meta é começar a exportar esse produto até o final do ano”, aponta o diretor da A&C Gás/Mairi Eletro Eletrônica, Carlos Alberto Nolasio de Souza. No Brasil, ele chega ao mercado a partir de maio.
A outra novidade, o sistema portátil para inspeção de áreas técnicas, tem por finalidade detectar o índice de gases, por exemplo, em galerias, como da Telefônica, Eletropaulo e Sabesp. O equipamento envia até seis informações para um software, que produz um relatório sobre as condições atmosféricas do ambiente. O detector eletrônico GBMA-01, que emite um alarme visual na presença de determinados gases, também estará em exposição no estande da A&C Gás/Mairi Eletro Eletrônica.
Segurança em instalações e serviços com eletricidade
O Sistema Energia On-line oferece o conhecimento de segurança em instalações e serviços com eletricidade como produto diferenciado. O conteúdo foi desenvolvido com recursos que propiciam a interatividade do treinando, além de ser apresentado em 13 módulos, alinhados pedagogicamente. Para atender melhor a necessidade do mercado, é apresentado em três modalidades: virtual, híbrida ou presencial.
O diferencial do sistema Energia On-line está na metodologia da aprendizagem, e no oferecimento do curso de Eletricidade Básica, como pré-requisito, no formato virtual e entrega de apostila. “Cada módulo oferece ao treinando a oportunidade de pensar e aplicar seu conhecimento. Esta metodologia de aprendizagem não-diretiva atende a individualidade dos profissionais, ritmo e, principalmente, garante a unificação do conhecimento e sua aplicabilidade”, informa a diretora da empresa incubada, Tatiana Nacarato Szymanskyj.
Soluções para monitoramento remoto
A AdTS – Soluções em Automação e Engenharia desenvolve aparelhos inteligentes de medição, dedicados ao monitoramento de equipamentos de potência. Durante a Fiee, a empresa vai expor o controlador de comunicação MCC e o software SCC. Tecnologia Machine to Machine (M2M), essa solução já foi testada pela Eletropaulo e Sabesp e adquirida pela BR-Distribuidora do Espírito Santo e Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), com o objetivo de baratear e simplificar o gerenciamento de suas redes de telemetria.
Nova plataforma de desenvolvimento para microcontroladores
A CNZ desenvolve e industrializa equipamentos para as áreas de biotecnologia e o ensino da eletrônica. Oferece também serviços de desenvolvimento de hardware e software para a indústria em geral. Durante a Fiee, a empresa incubada vai expor a sua nova plataforma de desenvolvimento para microcontroladores e dispositivos lógico programáveis (PLDs). Formada por uma plataforma única e modular, esses novos kits, lançados no início de 2005, oferecem suporte às principais tecnologias encontradas no mercado em dispositivos programáveis.
“A Fiee e a Revista Eletrônica serão nossos parceiros na divulgação de lançamento da plataforma modular para as instituições de ensino, docentes, engenheiros e alunos atuantes na área eletrônica”, explica o diretor comercial da CNZ, Gervásio Barbosa dos Santos. “Trata-se de um conceito de vanguarda e a solução está preparada para receber, simultaneamente, módulos Ucores de vários Microcontroladores e PLDs, podendo ser utilizada para fins didáticos e no desenvolvimento de projetos para equipamentos eletro-eletrônicos”.
Instrumentação magnética
Fundada no próprio Cietec em fevereiro de 2001, a Globalmag Transdutores Magnéticos Ind. e Com. Ltda é uma empresa especializada no desenvolvimento de instrumentação magnética. O projeto nasceu para suprir uma deficiência do mercado, já que seus produtos não possuem similar nacional.
A empresa, já graduada, está capacitada a fornecer produtos e componentes para aplicações magnéticas, desenvolver sistemas de controle de qualidade de materiais e componentes e auxiliar no diagnóstico de problemas, como magnetizações e desmagnetizações, seleção de materiais e otimização de produtos. Atende a vários segmentos do mercado, tais como, empresas que fabricam e utilizam ímãs, fabricantes de motores, siderúrgicas e até a indústria alimentícia.
Glossário:
Incubadoras: instituições que se destinam a apoiar empreendedores, criando condições para o crescimento de suas empresas. As incubadoras oferecem serviços especializados, orientação, espaço físico e infra-estrutura técnica, administrativa e operacional.
Incubadas: empresas constituídas (ou empreendedores) que dominam uma tecnologia e têm interesse em desenvolver seu produto ou serviço na Incubadora. É necessário que disponham de capital mínimo assegurado para o início da operação e tenham previsão de obter faturamento em até 12 meses após a instalação.
Graduada: empresa que concluiu o processo de incubação e está apta para deixar a Incubadora. Muitas das empresas graduadas optam por se tornarem associadas ao Cietec e assim manter estreitas as relações e contatos construídos durante o período de incubação.
Modalidade Residente: essa modalidade tem como objetivo apoiar empreendedores, para criação ou continuidade de novos negócios de base tecnológica, ou pequenas empresas de base tecnológica da cadeia de suprimento de médias e grandes empresas, ou ainda braços de P&D de médias e grandes empresas, que tenham interesse de desenvolver um produto ou linhas de produtos ou serviços na Incubadora.
Modalidade Incubadora de Software: a Incubadora de Software tem como objetivo apoiar empreendedores para a criação ou continuidade de novos negócios na área de “softwares” especiais. Os empreendedores têm, nessa modalidade, o prazo de 12 meses, prorrogável por mais 12 meses, totalizando no máximo 24 meses.
Modalidade Não-Residente ou Associada: essa modalidade busca apoiar empreendedores ou empresas já constituídas de negócios de base tecnológica, as quais não necessitam de espaço físico para se instalarem, mas de todo o apoio fornecido pelo Cietec para alavancar o negócio. O prazo para incubação é de 12 meses, prorrogáveis por até dois períodos de mais 12 meses, totalizando no máximo 36 meses.
Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do País, o Cietec foi criado em abril de 1998 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). As incubadoras são uma forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está se fortalecendo a cada dia no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica para ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.