São Paulo, 07 de agosto de 2008 – No Rio Grande do Norte, após ser condenada numa ação civil pública por prática de assédio moral, a AmBev iniciou a veiculação de uma campanha publicitária educativa sobre o tema. A decisão traz à tona, novamente, o assunto, que desta vez tem o envolvimento de uma grande empresa.
Segundo Regina Migliori, Consultora de Paz da Unesco e diretora da Migliori Consultoria, a pressão por resultados pode fazer a natureza dos valores de uma corporação se deteriorar, o que pode levar a prática do assédio moral. É importante que as empresas tenham clareza da diferença entre missão e meta. “Focada na missão, a empresa trabalha em torno de uma causa, que dá significado ao trabalho, entusiasma as pessoas, e as torna responsáveis pelos resultados obtidos e impactos provocados. Quando está focada somente em metas que atendam aos seus próprios interesses, a corporação não consegue construir uma missão e uma causa que motive as pessoas, sejam funcionários ou não”, explica. Clique aqui e ouça o podcast de regina Migliori sobre o tema.
Gestão
Os gestores que para alcançar as metas desejadas, adotam um forte tipo de pressão sobre as pessoas, chegando até a humilhar seus colegas e subordinados, estão demonstrando abertamente suas fraquezas:
- Não são competentes para escolher os integrantes da sua equipe;
- Não sabem liderar;
- Não conseguem construir estratégias motivadoras e planos de ação viáveis;
- Não sabem monitorar indicadores e se surpreendem com o resultado final aquém do esperado;
- Têm dificuldade em assumir responsabilidades e cobram de qualquer outra pessoa, a qualquer preço.
Carreira
Para os profissionais que se adaptam a este tipo de ambiente, principalmente, em cargos de liderança, aí vai um alerta da consultora: “podem existir compensações financeiras, mas a pessoa poderá estar comprometendo toda a sua carreira, pois já existem corporações colocando restrições a profissionais que tenham origem em empresas com as práticas do assédio moral”, diz.
O profissional que concorda em atuar como liderança ou sob este tipo de conduta, similar ao descrita no caso da AmBev, mostra ao mercado que compactua com estas práticas e poderá não ser aceito em ambientes que pregam a missão, os valores, a ética e a cultura de paz, por exemplo. “Já existem profissionais omitindo em seus currículos que trabalharam em determinadas empresas para não serem excluídos ou perderem oportunidades de trabalho”, conta a consultora.
Pioneirismo
Ainda na década de 80, quando questões como valores, cultura de paz e ética ainda não eram assuntos de interesse de governos e empresas, Regina Migliori foi a pioneira em atuar nesta área, e se mantém atuando junto a importantes grupos empresariais. Ela é educadora, advogada e escritora, além de ser membro do Instituto de Estudos do Futuro, e coordenadora do MBA em Valores, Cultura de Paz e Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas.
Na área de sustentabilidade, a consultora tem atuado em projetos para as iniciativas pública e privada como os Governos dos Estados de Minas Gerais e Alagoas, Banco Real, Grupo Votorantim, Grupo Takano, Natura, Vale do Rio Doce, Petrobras, além de coordenar os programas em Cultura de Paz junto a Policia Militar do Estado de São Paulo, entre outros.
Sobre o Migliori
Migliori significa “melhor”. O Migliori é uma empresa de consultoria estratégica cujo diferencial é trabalhar com metodologias que despertam o potencial ético e benéfico das pessoas, organizações, e comunidades. Tem como eixos prioritários Educação para a Paz, Comunicação Ética, Gestão Sustentável, Redes de Relacionamento.
A empresa foi criada em 1992, a partir da experiência de Regina Migliori e de sua atuação em diversos campos de conhecimento tais como gestão empresarial, educação, comunicação, relações humanas, valores universais, cultura de paz, e sustentabilidade. Site: www.migliori.com.br