Ribeirão Preto, maio de 2008 – A incidência da gagueira no Brasil é hoje de 5% da população, número maior do que o de habitantes do estado do Rio de Janeiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), porém apenas 1% desenvolve a gagueira crônica. A gagueira pode ser causada por herança genética (55% dos casos) ou por lesão cerebral (45% dos casos). Falar fluentemente e com menos esforço é o desejo da maioria dos gagos. A fim de minimizar os sintomas da gagueira, o Grupo Microsom, traz o único aparelho portátil do mundo utilizado no tratamento da gagueira, o SpeechEasy. Em Ribeirão Preto, os interessados em saber mais sobre o produto devem procurar o Grupo Microsom Ribeirão Preto, na Audio Life, por meio da fonoaudióloga Flávia Araújo Santos, revenda autorizada pela distribuição e informações sobre o produto ou buscar o endereço www.speechesy.com.br.
O produto é baseado no fenômeno natural chamado “efeito coro” e de acordo com estudos reduz a gagueira em até 80%. Para se ter uma idéia prática de como o produto funciona basta observar uma pessoa com gagueira realizando algumas atividades. “Cantar, ler de forma ritmada, sussurrar e falar em coro são verdadeiros remédios e é desta forma, em efeito coro que o aparelho funciona”, explica a fonoaudióloga do Grupo Microsom, Bianca Jorge, umas das responsáveis pelos testes feitos com SpeechEasy no país. Didaticamente, o processo faz com que o gago possa ouvir sua própria voz com leve atraso ou alteração de freqüência.
Segundo Bianca, o aparelho é ainda mais eficaz quando associado a uma terapia fonoaudiológica. “Os fonoaudiólogos estão descobrindo o aparelho com uma ferramenta apropriada para a melhoria da fluência”, conta. Para Dilson Pavezi, diretor Comercial do Grupo Microsom, o produto será um verdadeiro sucesso. “Já apresentamos o produto para os grandes nomes da fonoaudiologia do país e todos os que conhecem o produto e as pesquisas desenvolvidas são favoráveis a comercialização do SpeechEasy no Brasil”, diz.
Pesquisas
O pesquisador Joseph Kalinowski, do Departamento de Ciência da Comunicação e Distúrbios da East Carolina University, nos Estados Unidos, trabalhou mais de 12 anos em pesquisas até chegar ao produto final. Kalinowski é gago e procurava “um remédio” para a gagueira. O mecanismo desenvolvido consiste em fazer o cérebro crer que está falando em coro, explica o próprio Kalinowski. No mundo a primeira pessoa a usar o aparelho, foi em abril de 2001.
No Brasil, o SpeechEasy passou por quatro anos de testes acompanhados pelo IBF, por meio de sua presidente, a fonoaudióloga Ignês Maia Ribeiro, para comprovar a sua funcionalidade. Além disso, foi realizada uma pesquisa de satisfação em 2004, conduzida por um instituto de pesquisas independente (Rainmaker & Sun Integrated Marketing), com 489 pacientes que usam o aparelho nos EUA. A pesquisa avaliou que:
- Mais de 80% dos usuários estão satisfeitos com o aparelho;
- Mais de 90% recomendam o seu uso;
- Em uma escala de 1 a 10 (sendo 10 fluente e 1 disfluente) mais de 65% classificou-se como “5” antes de usar e como “7” depois do uso;
- Duas entre 3 pessoas disseram que sua fluência continuou melhorando à medida que usavam o aparelho por mais tempo;
- Duas entre 3 pacientes disseram que o SpeechEasy superou ou atingiu suas expectativas;
- Aproximadamente 80% obtiveram melhora na fluência durante as sessões de terapia fonoaudiológica usando o aparelho;
- Mais de 85% dos usuários apontam como vantagens o aumento de confiança, liberdade e auto-estima, assim como melhora nos relacionamentos sociais e profissionais.
Mas afinal, o que é gagueira?
Segundo informações do Instituto Brasileiro de Fluência (www.gagueira.org.br), a gagueira é um distúrbio involuntário, ou seja, a falta de controle sobre a fala. O problema está codificado na "Classificação Internacional de Doenças" (CID-10) com os caracteres F98.5. Desta forma, a gagueira é cientificamente considerada como distúrbio ou transtorno de fluência da fala.
O problema central consiste em uma dificuldade do cérebro para sinalizar o término de um som ou uma sílaba e passar para o próximo. Desta forma, a pessoa consegue iniciar a palavra, mas fica "presa" em algum som ou sílaba (geralmente o primeiro) até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento com o restante da palavra.
Para mais informações acesse: www.speecheasy.com.br