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Universidade Ibirapuera recebe sobreviventes de Hiroshima

São Paulo, novembro de 2007 – No próximo dia 06, terça-feira, a Universidade Ibirapuera recebe em seu auditório, no campus Chácara Flora, um grupo de sobreviventes que resistiu ao desastre provocado pela bomba atômica lançada sobre Hiroshima em 06 de agosto de 1945. Os sobreviventes trarão depoimentos sobre suas experiências de vida e acerca do cenário político-econômico da época.

O evento promovido pela Diretoria de Ensino da Região Sul 1 é aberto à participação de toda a comunidade e integra o calendário de comemorações pelos 100 anos da imigração japonesa para o Brasil.

Estarão presentes cerca de 300 alunos das escolas estaduais Lauro Pereira Travassos e Ibrahim Nobre, dirigentes e professores da rede pública, universitários, pesquisadores e docentes da Ibirapuera, além do vice-cônsul do Japão, Sr. Sachiko Takeda.

Segundo Jorge Bastos, reitor da Universidade, é importante sensibilizar as novas e futuras gerações a respeito de temas dessa natureza que, embora tenham ocorrido há apenas seis décadas, correm o risco de ficarem restritos aos livros didáticos de história e geografia.

“São questões intimamente relacionadas ao conflitos étnico-político-religiosos que vivenciamos hoje. Estamos numa época de extrema intolerância às diversidades e precisamos repensar essa postura. O que ocorreu em Hiroshima e Nagasaki é um exemplo clássico que se reproduz, atualmente, nos conflitos do Oriente Médio. Ou trabalhamos essas correlações junto ao jovem e despertamos seu interesse pelo debate ou a problemática tende a se acentuar”, avalia Jorge Bastos.

Hiroshima hoje é reduto pacifista
Mais de 60 anos após o desastre, Hiroshima hoje é uma cidade moderna, com 1,2 milhão de habitantes, reconstruída sob o slogan do pacifismo. Anualmente, todo dia 06 de agosto, seus moradores se reúnem nas ruas para relembrar as vítimas da tragédia e protestarem contra a violência e a intolerância dos povos.

A bomba matou milhares de pessoas instantaneamente, mas seu efeito foi muito mais prolongado. Ao final de 1945, 140 mil dos 350 mil habitantes haviam morrido. Desde então, o câncer e outras doenças provocadas pela radiação fizeram muitas vítimas fatais.

Três dias depois do ataque a Hiroshima, os EUA lançaram outra bomba atômica no Japão, desta vez na cidade de Nagasaki. O Japão se rendeu no dia 15 de agosto de 1945, pondo fim ao conflito ocasionado durante a Segunda Guerra Mundial.

O centenário da imigração japonesa
A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908. Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

Recém chegados a um país de idioma, costumes, clima e tradição completamente diferentes, os imigrantes pioneiros trouxeram consigo esperança e sonhos de prosperidade.

Embora o Japão tenha enviado seus imigrantes ao Brasil em 1908, os primeiros japoneses a pisar em solo brasileiro foram quatro tripulantes do barco Wakamiya Maru que, em 1803, afundou na costa nipônica. Os náufragos foram salvos por um navio de guerra russo que os levou em sua viagem.

No retorno, a embarcação aportou, para conserto, em Porto de Desterro, atual Florianópolis (SC), no dia 20 de dezembro, permanecendo até 4 de fevereiro de 1804. Ali, os quatro japoneses fizeram registros importantes da vida da população local e da produção agrícola da época. Incidentalmente, outros japoneses estiveram de passagem pelo país, mas a primeira visita oficial para se buscar um acordo diplomático e comercial ocorreu em 1880.

Sobre o evento
A palestra em comemoração ao centenário da imigração japonesa para o Brasil e que inclui a presença dos sobreviventes da bomba atômica lançada sobre Hiroshima acontece no dia 06 de novembro, terça-feira, às 9 horas, no auditório do campus Chácara Flora da Universidade Ibirapuera, que fica na Avenida Interlagos, 1329. O evento é gratuito e aberto à participação de toda a comunidade. Informações: www.ibirapuera.br ou pelo telefone: 0800-7725866.

Sobre o evento
A palestra em comemoração ao centenário da imigração japonesa para o Brasil e que inclui a presença dos sobreviventes da bomba atômica lançada sobre Hiroshima acontece no dia 06 de novembro, terça-feira, às 9 horas, no auditório do campus Chácara Flora da Universidade Ibirapuera, que fica na Avenida Interlagos, 1329. O evento é gratuito e aberto à participação de toda a comunidade. Informações: www.ibirapuera.br ou pelo telefone: 0800-7725866.

Sobre a Universidade Ibirapuera
Fundada em 1969, a Universidade Ibirapuera iniciou suas atividades no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, por intermédio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, mantida pela Associação Princesa Isabel de Educação e Cultura (APIEC).

Atualmente, reúne cerca de 11 mil estudantes, concentrados em 23 graduações, como Direito, Odontologia, Administração, Sistemas da Informação, Educação Física e Psicologia, além de 18 cursos de graduação tecnológica, cursos de extensão e programas de pós-graduação, stricto e lato sensu, reconhecidos pelo Capes, com destaque para o Mestrado em Bioodontologia.

Pautada pelos princípios da responsabilidade social, a Universidade Ibirapuera se insere no cotidiano das comunidades onde estão localizados seus dois campi (Moema e Chácara Flora), desenvolvendo atividades que também servem como campos de pesquisa e extensão para seus alunos. Por meio desses programas foram realizados, somente no ano de 2006, cerca de 29 mil atendimentos à população.


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