Especialista explica as características desse tipo de lente e o que deve ser considerado para garantir conforto, adaptação e proteção ocular

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São Paulo, julho de 2026 – A dificuldade para enxergar de perto costuma surgir gradualmente a partir dos 40 anos e faz parte de um processo natural do envelhecimento ocular conhecido como presbiopia, ou vista cansada, condição que já atinge cerca de 43% da população brasileira (IBGE, 2025). Nessa fase, atividades cotidianas como ler, usar o celular ou trabalhar no computador podem se tornar mais desafiadoras, levando muitas pessoas a procurar soluções que permitam uma visão nítida em diferentes distâncias sem a necessidade de utilizar mais de um par de óculos.
Entre as principais opções para corrigir a presbiopia estão as lentes progressivas, que reúnem em uma única lente os campos de visão para longe, intermediário e perto. Diferentemente das lentes monofocais, desenvolvidas para corrigir apenas uma distância específica, elas permitem uma transição suave entre diferentes áreas de foco, proporcionando mais praticidade para as atividades do dia a dia.
Nesse tipo de lente, a potência óptica muda de forma progressiva ao longo da superfície: a parte superior é destinada à visão de longe, a região intermediária auxilia em atividades como o uso do computador e a porção inferior é voltada para leitura e tarefas de perto. Essa distribuição permite que os olhos mudem naturalmente o foco entre diferentes distâncias sem a necessidade de trocar de óculos.
“À medida que a presbiopia avança, torna-se cada vez mais difícil alternar naturalmente o foco entre diferentes distâncias. As lentes progressivas ajudam a compensar essa limitação, permitindo uma transição mais confortável entre a visão de perto, intermediária e de longe ao longo do dia, oferecendo uma experiência visual mais integrada e próxima da visão natural”, explica o oftalmologista Celso Cunha, consultor da HOYA Vision Care, multinacional japonesa líder em soluções ópticas de alta tecnologia.
Além da correção do grau: proteção e conforto ocular
A escolha das lentes não deve levar em consideração apenas a prescrição oftalmológica, pois aspectos como a rotina também influencia diretamente o conforto visual. Para ajudar os consumidores, Celso reuniu algumas recomendações importantes:
- Priorize lentes com tecnologia óptica, como as lentes Amplitude, pois elas influenciam diretamente o conforto, a adaptação e a nitidez visual, proporcionando uma experiência mais confortável e natural;
- Escolha lentes com surfaçagem digital com design reconhecido internacionalmente;
- Verifique se as lentes oferecem proteção contra os raios ultravioleta (UV), importante para a saúde ocular em ambientes externos;
- Inclua o tratamento de filtro de luz azul caso passe muitas horas em frente a computadores, celulares ou tablets;
- Opte por lentes com tratamento antirreflexo, que contribuem para uma visão mais nítida e ajudam a reduzir reflexos indesejados;
- Escolha lentes com revestimentos de maior resistência a riscos, favorecendo a preservação da qualidade óptica ao longo do tempo;
- Avalie a possibilidade de utilizar lentes fotossensíveis, que se adaptam automaticamente às condições de luminosidade;
- Procure óticas de confiança e siga as orientações do especialista para garantir a centralização correta das lentes e o melhor desempenho ocular possível.
“Mais do que identificar a necessidade de óculos, a consulta periódica ao oftalmologista é fundamental para acompanhar a saúde dos olhos de forma completa, sobretudo porque muitas doenças oculares, como glaucoma, catarata e alterações na retina, podem evoluir silenciosamente e apresentar melhores resultados quando diagnosticadas precocemente. Os exames regulares permitem monitorar essas condições e garantir a escolha da correção visual mais adequada em cada etapa da vida”, finaliza o consultor da HOYA Vision Care.